top of page

Momento Romasex: uma introdução

  • Momento Romasex
  • 10 de jan.
  • 2 min de leitura

Coluna da sexóloga Bruna Romanato chega para desmistificar os ideais de sexo para mulheres.



Me chamo Bruna Romanato, sexóloga, 39 anos e meu maior propósito é mostrar para as mulheres que elas tambem são serem desejantes. A sociedade tenta nos calar de diversas formas, estruturada há séculos sob o olhar do patriarcado, silencia as mulheres de forma sutil e, ao mesmo tempo, brutal.  


Desde pequenas, somos ensinadas a falar baixo, a rir baixo, não “exagerar”, a agradar, e a duvidar da própria voz — enquanto o poder e a autoridade são associados ao masculino. O patriarcado molda comportamentos, dita o que é aceitável e transforma a opressão em costume. E duvidando da nossa própria força nos faz competir entre nós e meu intuito nessa coluna é romper essa dúvida, romper o silêncio, resistindo com coragem pelo nosso direito ao próprio corpo. 


Ser sexóloga já é um ato de resistência diária, quando não me dão credibilidade na profissão mas aqui teremos o espaço livre, não só da Brun sexóloga mas da Bruna mulher que luta pela união das manas reividicando o direito de existir plenamente, com voz, presença e poder.  


Desde muito nova passei por diversos processos longos e difíceis desconstruindo a princesa da Disney que habitava em mim, não sei direito qual foi o chamado, mas a certeza de que aquilo não era pra mim. E como toda desconstrução veio primeiro com a dúvida de que eu era a errada ou estava no local errado até chegar na certeza de que ser livre não é ausência de medo, mas é ir com medo mesmo. E seguir com ele, até que ele te reconheça como dona dele, ser dona da sua própria sombra é te tornar o mais próximo de si mesma.  


Bruna Romanato
Bruna Romanato

Um dos primeiros sintomas da desconstrução é a arrogância, as amizades mudam, você se torna mais dura, mais difícil de lidar, mas é só um sinal de que a pessoa que você quer se tornar não vai aceitar qualquer coisa. Aos poucos tudo se torna mais claro, a arrogância vai ficando leve e você passa a falar mais sobre as coisas que ama.  


Te convido a pensar nos quanto seus esforços tão te trazendo alegrias? Pois foi exatamente esse despertar que me fez me tornar uma pessoa mais verdadeira comigo buscando o que me move. Um brinde as mulheres imperfeitas e reais. Vamos juntas nessa caminhada pelas curvas que nos pertencem e nos unem nas cicatrizes de nossos corpos. Contem comigo sempre.  


5 comentários


Rasfael Kuhn Santos
Rasfael Kuhn Santos
13 de jan.

altamente recomendável

Curtir

Danila Zorzi
Danila Zorzi
11 de jan.

Amiga.

Amei a publicação e já estou esperando pelos próximos.

Parabéns.

Sucesso 💕💕

Curtir

Metade menina, metade Mulher, 100% MÃE
Metade menina, metade Mulher, 100% MÃE
11 de jan.

Já ansiosa pelo próximo post seu.

Curtir

Suzana Oliveira
Suzana Oliveira
10 de jan.

Parabéns pela coluna Bruna!!!

Curtir

Ana Paula Ribeiro
Ana Paula Ribeiro
10 de jan.

Feliz pela estréia! Parabéns pelo texto! Muito sucesso! Viva!

Curtir
bottom of page