Dia Nacional do Escritor celebra a força das histórias e de quem vive da palavra
- De Mulher Para o Mundo
- há 12 minutos
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Comemorado em 25 de julho, o dia homenageia escritores e escritoras e lembra a importância da literatura para a cultura, a memória e a forma como enxergamos o mundo.

Toda história começa de algum lugar. Pode ser de uma lembrança, de uma experiência ou até mesmo de uma ideia que surgiu sem aviso. Para o escritor, transformar tudo isso em palavras é uma forma de criar mundos, registrar momentos e fazer com que histórias continuem existindo mesmo depois de muito tempo. É essa relação com a escrita que o Dia Nacional do Escritor, celebrado em 25 de julho, busca valorizar.
História
A data foi instituída em 1960, por meio de uma portaria assinada pelo então ministro da Educação e Cultura, Pedro Paulo Penido. A escolha do dia está ligada à realização do I Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE), no Rio de Janeiro. O encontro reuniu nomes da literatura brasileira e marcou um momento importante para a valorização da atividade literária no país.
Desde então, o 25 de julho passou a ser uma oportunidade para olhar com mais atenção para quem está por trás das histórias que chegam às mãos dos leitores. Afinal, escrever não significa apenas colocar palavras no papel. É também observar o mundo, questionar a realidade e encontrar maneiras de falar sobre sentimentos e experiências que, muitas vezes, parecem difíceis de explicar.
A literatura brasileira é um reflexo dessa diversidade. Ao longo dos anos, escritores como Machado de Assis, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo contaram histórias a partir de perspectivas muito diferentes. Cada um deles deixou sua marca e mostrou que a literatura pode falar sobre amor, desigualdade, racismo, relações humanas, política e tantos outros assuntos que fazem parte da vida em sociedade.
Importante reflexão
Em tempos de redes sociais e informações que chegam o tempo todo, o hábito de parar para ler pode parecer cada vez mais difícil. Mesmo assim, os livros continuam encontrando leitores. Seja nas páginas de uma obra impressa, em um e-book ou até mesmo em textos publicados na internet, a escrita segue como uma maneira de compartilhar ideias e aproximar pessoas.
Por isso, celebrar o Dia Nacional do Escritor é também celebrar as histórias que ajudam a formar quem somos. É reconhecer o trabalho de quem escreve e lembrar que, enquanto houver alguém disposto a contar uma história e alguém disposto a lê-la, a literatura continuará tendo espaço para existir.
5 autoras contemporâneas que você precisa conhecer
Conceição Evaristo

Criadora do conceito de “escrivivência”, sua obra parte das vivências das mulheres negras para construir uma literatura de forte impacto social e lírico.
Obras essenciais: “Olhos D'Água” (vencedor do Prêmio Jabuti), “Ponciá Vivêncio” e “Becos da Memória”.
Aline Bei

Conhecida por sua escrita visceral e por uma diagramação inovadora nos textos, que simulam o ritmo do fôlego, da dor e do pensamento fragmentado de suas protagonistas.
Obras essenciais: “O Peso do Pássaro Morto” e “Pequena Loja de Antiguidades”.
Natalia Timerman

Médica psiquiatra e escritora, Natalia aborda com extrema sensibilidade os afetos contemporâneos, as relações humanas, o luto e as dores da vida urbana.
Obras essenciais: “Copo Vazio”, “Antes que Apague” e “Rachaduras”.
Mariana Salomão Carrara

Vencedora de importantes prêmios literários, destaca-se pela delicadeza e profundidade psicológica na construção de personagens complexos, muitas vezes tateando as margines das relações familiares e sociais.
Obras essenciais: “A Netuno”, “Requiem para uma Criança” e “Não Fosse o Iso”.
Ryane Leão

Poetisa e professora, é um dos grandes nomes da poesia contemporânea de circulação digital e independente, com forte apelo feminista, de acolhimento e empoderamento das mulheres.
Obras essenciais: “Tudo Nela Brilha e Queima” e “Jamais Fui Fogo”.




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