Mais de 500 pessoas são mortas em repressão no Irã
- Pedro Natividade

- 13 de jan.
- 2 min de leitura
O grupo de direitos humanos HRANA informou no domingo (11) que o número de mortes causadas pelos protestos contra o Irã ultrapassaram 500.

Já são 500 mortos em protestos
O número de mortes de manifestantes mortos no Irã aumentou drasticamente no domingo. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), relatou ao menos 500 mortes e 10.600 prisões. O número ainda não foi verificado de forma independente, devido às restrições de acesso à internet no Irã.
O governo iraniano já convocou contra-manifestações na segunda-feira em apoio à República Islâmica. O presidente do Irã disse que vai escutar os manifestantes, mas acusou os protestantes de "destruir a sociedade". O presidente Masoud Pezeshkian ainda não conseguiu apaziguar a população, enfurecida pela economia debilitada do país.
A televisão estatal iraniana transmitiu uma entrevista com o presidente no domingo. Masoud disse estar prestes a abordar novos planos econômicos e realizar "demandas do povo".
"As pessoas têm preocupações, devemos sentar-nos com elas e, se for nosso dever, devemos resolver suas preocupações. Mas o dever superior é não permitir que um grupo de manifestantes venha destruir toda a sociedade."
Por que estão protestando?

Vários protestos eclodiram em Teerã após proprietários de negócios fecharem suas lojas pela queda da moeda nacional, e nenhuma melhora parece ser vista em meio a múltiplas crises em andamento.
Comerciantes ligados a dois grandes centros de tecnologia e telefonia móvel na região de Jomhouri, na capital, fecharam seus estabelecimentos no domingo, antes de mais incidentes serem registrados na última semana.
A agência de notícias do governo (IRNA) afirmou que vendedores de celulares ficaram insatisfeitos após seus negócios serem ameaçados pela desvalorização descontrolada da moeda iraniana, o “rial”. A moeda registrou uma mínima histórica de mais de 1,42 milhão por dólar americano na última segunda-feira.
Mas a moeda não é o único problema. Por anos, o Irã também tem lidado com uma crise energética agravante, que periodicamente contribui para uma poluição mortal do ar que tira dezenas de milhares de vidas a cada ano.




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