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Ministério da Fazenda oficializa Comitê para impulsionar lideranças femininas no setor financeiro

  • Foto do escritor: Hellica Miranda
    Hellica Miranda
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Comitê de Apoio à plataforma Women Leaders in Finance (WiF) é iniciativa pioneira liderada pelo Brasil que promete promover lideranças femininas reais.



Na última quinta-feira (7), o Ministério da Fazenda institucionalizou o Comitê de Apoio à plataforma Women Leaders in Finance, iniciativa que visa formalizar e estruturar o apoio governamental à rede, que é pautada em ampliar a presença e o protagonismo de mulheres em cargos de alta liderança no ecossistema financeiro brasileiro.



A Women Leaders in Finance


A WiF é uma plataforma e rede de articulação que reúne mulheres em posições de alta liderança — como CEOs, diretoras, conselheiras e gestoras — que atuam no mercado financeiro, em órgãos reguladores e em instituições públicas ligadas à economia.


Diferente de grupos de networking casuais, a WiF funciona como um ecossistema estratégico de influência. Seu objetivo central é acelerar a ascensão de mulheres a cargos de tomada de decisão e garantir que aquelas que já chegaram ao topo tenham o suporte necessário para exercer uma liderança transformadora.


Sua ação é pautada em três pilares:


  1. Visibilidade e representatividade: atua para que mulheres especialistas sejam ouvidas em fóruns econômicos, painéis e na formulação de políticas públicas, combatendo a ideia de que "não existem mulheres qualificadas" para certas posições técnicas.

  2. Mentoria e pipeline de liderança: promove o desenvolvimento da próxima geração de líderes (o “pipeline”) conectando executivas seniores com talentos promissores para mentorias que foquem em competências políticas e técnicas do setor financeiro.

  3. Articulação Institucional: com o apoio de instituições como o Ministério da Fazenda, a WiF deixa de ser apenas um grupo de afinidade para se tornar um agente que dialoga com o governo e o setor privado. Ela pressiona por mudanças estruturais, como metas de diversidade em conselhos e transparência salarial.


No contexto atual, a diversidade de gênero no setor financeiro não é mais vista apenas como uma questão de justiça social, mas como uma estratégia de gestão de risco e performance. É por isso que a WiF é tão importante.


O Comitê de Apoio à plataforma WiF


O Comitê atuará como um “braço consultivo” e de articulação dentro do MF para promover políticas de equidade de gênero. O foco, aqui, é remover barreiras estruturais que impeçam a ascensão feminina em bancos, fundos de investimento e órgãos reguladores.


Com esse apoio institucional, a plataforma WiF ganha maior robustez administrativa e suporte técnico da Fazenda, permitindo que suas metas de diversidade sejam integradas às diretrizes econômicas do governo.


Estão entre as ações previstas pelo comitê o monitoramento de dados sobre a participação feminina no setor, a criação de programas de mentoria e networking de alto nível, bem como o diálogo com o setor privado para adoção de práticas de governança inclusivas.


Contexto político


A medida é apresentada como parte de um compromisso mais amplo do Ministério com a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) e com a justiça social, reconhecendo que a diversidade no comando das finanças gera melhores resultados econômicos e maior estabilidade para o mercado.

A plataforma WiF já operava de forma colaborativa, mas a criação oficial do Comitê de Apoio pelo Ministério da Fazenda eleva a pauta de gênero a uma prioridade de Estado, garantindo perenidade às ações de inclusão no setor financeiro.


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