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A Parada LGBTQIA+ nunca foi só uma festa

  • Foto do escritor: Momento Romasex
    Momento Romasex
  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura

Uma reflexão sobre união nas ruas e dentro de casa no mês do Orgulho LGBTQIA+.



Junho chegou e, com ele, um dos momentos mais importantes para a comunidade LGBTQIA+: a Parada do Orgulho. Em uma cidade que respira diversidade, ocupar as ruas continua sendo um ato de celebração, resistência e, acima de tudo, liberdade.


A Parada nunca foi só uma festa. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo.


Por trás dos trios elétricos, das cores, da música e da celebração, existe uma história de luta por direitos, visibilidade e sobrevivência. A Parada do Orgulho LGBTQIA+ continua sendo um espaço fundamental para lembrar que ainda há muito a conquistar quando o assunto é respeito, inclusão e cidadania.


E, por falar em liberdade, não pude deixar de fazer uma associação curiosa enquanto caminhava pela Avenida Paulista neste domingo. Somos o país do futebol. Um país que para para assistir a uma Copa do Mundo, que veste a camisa, pinta o rosto e torce junto, independentemente das diferenças. Durante aqueles noventa minutos, a paixão coletiva nos une.


A Parada LGBTQIA+ também tem um pouco desse espírito. É um dia em que milhares de pessoas saem às ruas carregando suas cores, suas histórias e seus sonhos. É uma grande manifestação de pertencimento. Uma celebração que lembra que cada pessoa merece o direito de existir plenamente, sem medo e sem precisar se esconder.


Durante a cobertura da Parada, tive a oportunidade de conversar com representantes da ala fetichista, um dos segmentos que ajudam a compor a riqueza e a pluralidade desse enorme mosaico que é a comunidade LGBTQIA+. Entre eles estavam Madame Fermans, Doguinho Kafan, Lui Castanho e Rainha Agatha, atual Queen Fetish 2026.


Apesar de trajetórias e estilos diferentes, todos trouxeram uma mensagem em comum: a liberdade. Liberdade para expressar sua identidade, seus desejos, sua arte e sua forma de estar no mundo. Liberdade para transformar o próprio corpo em arte. Liberdade para ocupar espaços com orgulho e autenticidade de ser quem eles são.


Muitas vezes, o universo fetichista ainda é cercado por preconceitos e falta de informação. Mas estar ali, ouvindo essas pessoas e observando a recepção do público, reforçou algo muito importante: diversidade não é sobre sermos iguais. É justamente sobre respeitarmos as diferenças e entendermos que existem muitas formas legítimas de viver e expressar quem somos.


Talvez seja essa a maior lição que tanto a Copa do Mundo quanto a Parada nos deixam. Quando existe respeito, todo mundo pode jogar no mesmo time. Há espaço para diferentes histórias, diferentes corpos, diferentes amores e diferentes formas de expressão.


No fim das contas, seja segurando uma bandeira, vestindo uma coleira fetichista, usando uma camisa da seleção ou simplesmente caminhando entre amigos, o que todos buscamos é a mesma coisa: poder viver com dignidade, alegria e liberdade.


E, se existe algo que merece ser comemorado em qualquer época do ano, é exatamente isso.


Até o próximo Momento Romasex!

4 comentários


Luciana Pamplona
Luciana Pamplona
16 de jun.

🍾🥂🤭

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Mácia Teixeira
Mácia Teixeira
16 de jun.

Viva a liberdade <3

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Mar Mahimat Mahimat
Mar Mahimat Mahimat
13 de jun.

Por um mundo em que possamos somente ser e respeitar todas as diversidades!

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Marcio Souza
Marcio Souza
12 de jun.

Que seja livre aquele que vive!

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