top of page

Michael Jackson e as mulheres: relações profundas do astro do pop

  • Foto do escritor: Hellica Miranda
    Hellica Miranda
  • há 14 horas
  • 5 min de leitura

Com a estreia de ‘Michael’, um assunto que nunca saiu de moda está ainda mais em alta: a vida pessoal do rei do pop, sobretudo com as mulheres.


Michael e Katherine na cinebiografia ‘Michael’.
Michael e Katherine na cinebiografia ‘Michael’.

Figuras maternas e mentoras


Michael buscou em mulheres maduras o acolhimento que sua infância rígida muitas vezes não permitiu. 


Em ‘Michael’, produção de Antoine Fuqua, vemos pouco dessas relações, mas as principais cenas de afeto e ternura são com Katherine Jackson, a mãe de Michael e o pilar central. O rei do pop sempre a descreveu como a personificação do amor incondicional e da fé. Na cinebiografia, ela é interpretada por Nia Long, e tem um papel crucial em mostrar o lado humano e sensível do artista.


Michael e a mãe, Katherine.
Michael e a mãe, Katherine.

Ainda que mostre um pouco da passagem de Michael pela Motown, onde o astro conheceu Diana Ross, uma espécie de mentora para ele, é impossível falar sobre as mulheres de sua vida sem destacar seu primeiro grande ídolo e figura materna substituta.


Michael chegou a dizer que gostaria de se casar com alguém como Ross e, em seu testamento, nomeou-a como guardiã alternativa de seus filhos, caso sua mãe não pudesse fazê-lo. 


Ele me idolatrava e queria cantar como eu”, diz a cantora em “Call Her Miss Ross”, biografia de Diana.


A atriz Kat Graham, que (The Vampire Diaries) chegou a ser escalada para interpretar a artista, compartilhou em suas redes sociais que “certas questões legais afetaram algumas cenas”, incluindo algumas que ela já havia filmado com o restante da equipe. Graham não foi específica e também nada se sabe sobre tais “questões legais”.


Ainda na Motown, a executiva Suzanne de Passe, que descobriu e lapidou o Jackson 5, representa a força feminina nos bastidores de sua carreira. Suzanne foi responsável por aspectos como o desenvolvimento do estilo de dança de Michael e seu guarda-roupa.


Relacionamentos: entre o mito e a realidade


Ainda nos anos 1970, um Michael ainda adolescente se relacionou com sua primeira namorada pública, a atriz Tatum O’Neal. Os dois se conheceram em uma festa e mantiveram um relacionamento próximo durante a adolescência. É estimado que o relacionamento tenha durado quatro anos, mas O’Neal também não aparece e nem é citada em ‘Michael’.


A atriz, anos mais tarde, expressou seu ceticismo acerca das acusações de abuso sexual contra o rei do pop, mencionando ter dificuldades em acreditar nas alegações do documentário ‘Leaving Neverland’, de 2019.


Michael e Tatum.
Michael e Tatum.

Depois de seu relacionamento com Tatum O’Neal, Michael Jackson teria supostamente namorado a atriz Brooke Shields, como sugerido pelo artista nos anos 1990. Brooke, no entanto, negou qualquer envolvimento amoroso, limitando a relação dos dois a uma profunda amizade iniciada em 1981, quando se conheceram. Para Brooke, Michael era “um amigo leal e divertido”. A estrela marcou presença no grande funeral de Michael, em 2009.


Michael e Brooke.
Michael e Brooke.

Também nos anos 1980, Michael Jackson namorou a cantora Stephanie Mills. 


Amei Michael. Namoramos por cerca de um ano e meio. Ele era a pessoa mais doce, compassiva e amorosa. Muito querido e humilde”, disse Mills em uma entrevista de 2016. “Ele nunca disse uma palavra ruim sobre ninguém, nunca o vi bravo com nada”, completou.


Com Lisa Marie Presley, viveu o casamento bombástico, que durou apenas dois anos, unindo duas das maiores linhagens da música (Jackson e Presley). Lisa Marie sempre afirmou que o relacionamento era real e apaixonado, mas complicado pelo isolamento de Michael e pelas pressões externas.


A união entre o rei do pop e a filha do rei do rock não teria sido apenas um golpe de marketing, como sugerido por muitos tabloides, mas sim um encontro de almas que compartilhavam o fardo de crescer sob holofotes implacáveis.


Para Michael, Lisa era uma das poucas pessoas no mundo que entendia o que significava não ter uma infância normal. Para Lisa, Michael era um homem brilhante e incompreendido, a quem sentia a necessidade de “salvar”.


Mesmo após o divórcio, ocorrido apenas dois anos após o casamento, Michael e Lisa continuaram a se encontrar, ensaiando uma reconciliação que nunca se concretizou.


Michael e Lisa Marie.
Michael e Lisa Marie.

Mais tarde, Michael se casaria novamente com Debbie Rowe, a enfermeira que seria a mãe de seus dois filhos mais velhos. A relação foi descrita muitas vezes como baseada em uma amizade profunda e no desejo de Michael de ser pai.


Michael e Debbie.
Michael e Debbie.

Cabe, ainda, uma menção a Tatiana Thumbtzen, a modelo do clipe de “The Way You Make Me Feel”, famosa por ter dado um beijo improvisado no rei do pop durante uma performance ao vivo, o que gerou muita polêmica na época sobre a sexualidade de Michael. Muitos biógrafos sugerem uma espécie de romance tórrido entre os dois, o que foi negado pela própria modelo em seu livro e em entrevistas.


A amizade inquebrável


Michael e a atriz Elizabeth Taylor.
Michael e a atriz Elizabeth Taylor.

Michael se sentia mais seguro cercado por mulheres que entendiam o peso da fama extrema, como era o caso de Elizabeth Taylor, a amizade mais icônica. Os dois se chamavam de “almas gêmeas”, e Michael chegou a dizer que eram como “irmão e irmã, mãe e filho, amantes… um pot-pourri”.


Os dois se conheceram de maneira peculiar: na reta final da turnê “Victory” com os irmãos em dezembro de 1984, os Jacksons se apresentariam no Dodger Stadium. Animada com a oportunidade, a atriz de ‘Cleópatra’ comprou logo catorze ingressos para ver o espetáculo com amigos. 


No entanto, dado o tamanho do estádio e a quantidade de fãs, Taylor ficou em péssimos lugares, sem conseguir ver o show, e deixou a apresentação antes do fim.


O ocorrido chegou aos ouvidos de Michael Jackson, que procurou a artista pessoalmente. O que deveria ter sido uma breve ligação de desculpas se tornou um bate-papo de mais de três horas.


Elizabeth Taylor, 27 anos mais velha que Michael, também foi como uma figura materna para o astro, proporcionando um ombro amigo que conhecia muitos dos dramas enfrentados pelo artista.


Os dois ficaram tão amigos que Elizabeth acompanhou Michael Jackson por boa parte da turnê “Dangerous”, contrariando seus médicos, e Michael, por sua vez, financiou todo o oitavo casamento da atriz, celebrado em Neverland.


O impacto no público feminino



Diferente do arquétipo de “macho alfa” da época, Michael atraía as mulheres por sua mistura de poder no palco e vulnerabilidade fora dele. 


Mas a relação mais intensa de Michael Jackson foi — e segue sendo — com as fãs. Milhões de desconhecidas ao longo das décadas desenvolveram uma relação quase maternal ou de proteção com ele, reagindo intensamente às perseguições da mídia.

Em ‘Michael’, o astro definiu os fãs como sua família. E isso nunca deixará de ser verdade.


‘Michael’ estreou no Brasil em 23 de abril, e conta cerca de 20 anos da carreira do astro do pop.




Comentários


bottom of page